Olá amigo são paulino fim de jogo e as emoções afloradas ao extremo nesse momento.
Não fizemos a nossa parte e agora infelizmente teremos que torcer pela competência de outro time, o Goiás. Mas vamos ao jogo que é o que nos interessa.
Logo que a TV transmitiu a escalação do time, confesso me surpreendi. A escalação de Marlos junto com Washington no ataque me fez acreditar em alguma modernidade passando pela cabeça de nosso técnico.
Mas foi só o jogo começar para eu perceber que aquela sensação de time pra frente estava só no papel.
Os atacantes no começo do jogo ficaram isolados na frente, porque ficou claro que Ricardo Gomes mandou que tanto os alas, como o meio de campo não se adiantassem.
Nos dez minutos iniciais o São Paulo não entrou em campo, se encolheu no campo de ataque adversário como se estivesse jogando contra o Barcelona com Messi no ataque, em um segundo jogo de Champions League que tivesse ganho no primeiro jogo por 3 a 0.
Tudo bem amigo tricolor, você deve estar pensando: Mas estávamos jogando no campo do adversário, tínhamos que apostar no contra-ataque mesmo, chamar o adversário pro nosso campo. Discordo, quando estamos falando de um time que estava praticamente na zona do rebaixamento jogando como líderes do campeonato.
O time se fechou, deixando o Botafogo tocar a bola ao seu “bel prazer”, e o pior em minha opinião foi que ao invés de marcarem a saída de bola do adversário no meio de campo, o time do São Paulo deixava para fazer isso na entrada da grande área, e por pouco aos 12 minutos não tomamos um gol de fora da área do zagueiro Juninho, defendido por Rogério.
O gol do Botafogo era questão de tempo; e o foi o que aconteceu aos 15 minutos em uma bela jogada de Jobson, um golaço. O que se viu depois foi um recuo normal do time adversário e o São Paulo tentando de todas as maneiras entrar na área adversária. Marlos era obrigado a vir ao meio campo buscar bolas, porque Hernanes simplesmente não subiu a campo no primeiro tempo.
O jogo começou a ficar tenso, com os gandulas tentando ganhar tempo, deixando os jogadores tricolores irritados. Rogério Ceni no intervalo disse que os gandulas estavam “bem treinados”.
O São Paulo só ameaçou o gol de Jeferson aos 40 e 42 minutos, com Jorge Wagner e Marlos respectivamente. Foi quando Miranda que havia mudado de posição em campo, deixando na sobra Renato Silva que já tinha recebido um cartão amarelo apareceu no ataque e chutou na trave. No mesmo minuto Junior Cesar cruza na área e Washington se antecipa ao zagueiro e empata a partida.
Com 57% de posse de bola, o São Paulo nos deixou no intervalo com a sensação que a vitória era certa e que aconteceria naturalmente. Mas não foi o que vimos na segunda etapa.
O time voltou dependente demais dos dois atacantes, visto que o meio de campo de criação não existia. Jorge Wagner por vários momentos parecia perdido em campo, não sabia se jogava com disciplina tática ou se ia ao ataque. Arouca com indisposição estomacal por causa do calor (ops, ele não é carioca?) não rendeu nem a metade do que era esperado nem na marcação, nem no ataque. Hernanes? Ele subiu pro segundo tempo?
Aos 10 minutos Washington me fez lembrar Aloísio Chulapa com um pivô de barriga, em uma bela troca de passes entre ele e Jorge Wagner. Bola no fundo do gol.
E todos nós já estufávamos o peito e dizíamos… Ninguém mais segura, quando Renato empatou a partida. Que confesso que pra mim ainda é um lance confuso, todos os comentaristas de arbitragem dizem que o gol foi legal, mas aquele cara voltando de fora do campo não me parece muito normal. Mas enfim… Também não achei normal Junior Cesar no meio da grande área homenageando Roberto Carlos, apoiado com as duas mãos na perna, enquanto a “festa da uva” acontecia ali na frente do Rogério, quando devia estar marcando o Renato.
O que se viu depois foi a pior partida de Miranda no campeonato brasileiro. Errou lances primários e no lance do terceiro gol, Jobson o colocou no bolso.
Hernanes só mostrou que estava em campo aos 29 minutos quando chutou uma bola na trave e no lance que originou o terceiro gol do Botafogo, quando chutou de fora da área e a bola desviou na zaga, não sendo dado escanteio e sim tiro de meta, logo após, o terceiro gol.
Resultado péssimo, para uma equipe que hoje jogou como time pequeno.
Há muito campeonato pela frente ainda e acredito demais no São Paulo, ainda mais com a volta de Dagoberto, Jean, Hugo e André Dias no jogo com o Goiás no próximo final de semana.
Continuaremos contra tudo e contra todos na busca por mais um titulo.
E como diz Luiz Fabiano, o Fabuloso em um comercial de uma famosa cerveja, quando a seleção joga contra todas as equipes do mundo:
“Vem!”
Notas dos jogadores do São Paulo:
Rogério Ceni – Sem culpa nos gols, mas péssimas reposições (6,5)
Renato Silva – Grosso como sempre, faz o básico (5,0)
Miranda – Uma bola na trave e nem em sonho, o zagueiro que conhecemos (5,0)
Richarlyson – Até a expulsão estava fazendo uma boa partida (6,5)
Gonzalez – Recuado demais, só apareceu na substituição (4,0)
Hernanes – Não entrou em campo, péssima partida (1,0)
Arouca – Substituído com problemas estomacais, quando esteve em campo não comprometeu (5,0)
Jorge Wagner – Carregou o meio campo nas costas e fez um belo gol (7,0)
Junior Cesar – Apoiou bem o ataque quando isso lhe foi permitido, uma assistência e a falha no segundo gol do Botafogo (6,0)
Washington – Participou dos dois gols, ótima partida (8,0)
Marlos – Antes de cansar, correu por Hernanes e fez boas jogadas na linha de fundo (8,0).
Das três substituições apenas Zé Luiz entrou bem, Wellington em seu primeiro lance mostrou imaturidade e Henrique em dois lances dentro da grande área se tivesse tocado para Washington, o resultado agora poderia ser outro. Evidenciando a falta de “amadurecimento” já dito por essa pessoa que vos fala desses atuais meninos da base no time profissional.
Ricardo Gomes – Não é segredo que não gosto do trabalho dele e hoje mais uma vez achei que ele posicionou mal o time, excessivamente defensivo e errou nas substituições. Porque não, Oscar no lugar de Hernanes?
Perdemos a batalha, mas não a guerra!
Saudações tricolores!
Por – Camila Zanluchi






